Inadimplência continuará caindo
São Paulo - O índice de inadimplência do Bradesco deve continuar sinalizando melhora nos próximos trimestres, de acordo com o diretor executivo Luiz Carlos Angelotti. Em setembro, o indicador total, considerando os atrasos acima de 90 dias, ficou em 4,1%, com declínio de 0,1 ponto percentual ante os 4,2% de junho. Na comparação anual, a taxa foi maior em 0,3 ponto percentual.
"Como esperávamos, a redução da inadimplência foi o ponto positivo do nosso resultado no terceiro trimestre deste ano. Para os próximos trimestres, entendemos que o índice deve continuar sinalizando melhora em meio à queda da taxa Selic e ao maior dinamismo da atividade econômica", disse Angelotti.
A queda na inadimplência do Bradesco foi influenciada pelo recuo dos calotes nas grandes empresas, para 0,4%, abaixo do 0,9% visto no trimestre imediatamente anterior. Já na carteira de pessoa física, o indicador de inadimplência ficou estável em 6,2% em junho. "A inadimplência está sob controle e deve apresentar melhora gradual nos próximos trimestres", destacou Angelotti.
O diretor do banco espera que o índice de inadimplência do Bradesco deva encerrar o exercício de 2012 entre 4% e 3,9%, próximo do patamar visto no ano passado. "A inadimplência no segundo trimestre foi atípica, influenciada pelo indicador do segmento de grandes empresas, que já voltou aos patamares anteriores. � esperada uma queda para outros setores de forma gradativa", informou, em teleconferência ontem.
Com o fato de circular mais dinheiro na economia, pelo recebimento do 13º salário no fim do ano, a expectativa do Bradesco é que a inadimplência deve continuar apresentando melhora gradual, conforme o executivo. "Não vai melhorar muito forte ou rapidamente, mas a queda gradual do indicador deve avançar durante 2013", disse Angelotti, acrescentando que essa melhora deve ser acompanhada pelas despesas com provisões para devedores duvidosos (PDD).
Basileia - Sobre o índice de Basileia do Bradesco, o executivo disse que o indicador de capitalização, que mede quanto o banco pode emprestar sem comprometer seu capital, deve encerrar o ano próximo da estabilidade. No terceiro trimestre, a Basileia do banco ficou em 16%, queda de 1 ponto percentual em relação ao trimestre anterior e alta de 1,3 ponto sobre o mesmo mês de 2011. O mínimo exigido pelo Banco Central é de 11%.
A oferta de crédito no Brasil deve crescer em torno de 15% em 2013, de acordo com Angelotti. (AE)
